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domingo, 30 de dezembro de 2012

Haddad aponta o combate à pobreza como o maior desafio de SP

LUIZA BANDEIRA
DE SÃO PAULO

Em setembro, quando fazia campanha na favela Peri Alto, na zona norte da capital paulista, o então candidato Fernando Haddad (PT) foi levado por Pedro dos Santos, 10, até um campinho de futebol. O menino pedia gramado e uma arquibancada.

No caminho até o campo, Haddad e Pedro passaram por montanhas de lixo e atravessaram um rio de esgoto a céu aberto. Avistaram palafitas de madeira, onde moradores vivem sem água e rede de energia elétrica. Cruzaram com ratos, moscas e baratas.

Passada a eleição, Haddad reconheceu a assessores que a favela do menino Pedro foi o pior lugar da cidade que visitou durante a campanha.
Lalo de Almeida/Folhapress
Corrego funciona como esgoto dos barracos de madeira do Jardim Peri Alto, na zona norte de Sao Paulo
Corrego funciona como esgoto dos barracos de madeira do Jardim Peri Alto, na zona norte de Sao Paulo

E essa favela representa um dos maiores desafios que o futuro prefeito terá que enfrentar: o combate à pobreza na maior metrópole do país.

Em discurso após a vitória, ele afirmou que seu objetivo central era "derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica e a cidade pobre".

Dados do Censo 2010, do IBGE, mostram que 14,5% dos paulistanos --cerca de 1,5 milhão de habitantes-- são pobres (renda de até R$ 225 mensais per capita).

Mais de 245 mil residências não têm abastecimento de esgoto totalmente adequado e 283 mil pessoas com mais de 15 anos não sabem escrever.

As áreas periféricas da cidade, mais pobres, são as que tradicionalmente dão mais votos ao PT. Neste ano, não fugiram à regra. A zona onde fica o Peri Alto foi uma das que deram vitória a Haddad.

Segundo os dados mais recentes da prefeitura, havia 1.500 imóveis na favela em 2008. Apenas 20% contavam com água e rede elétrica.

Também não havia esgotamento sanitário e só 10% do território tinha iluminação pública e coleta de lixo.

A maior parte das casas é de madeira, e a iluminação vem por meio de ligações clandestinas. A falta de água é contornada com baldes.

"Aqui é o pior lugar que existe. Só pela misericórdia de Deus", disse Robson Bezerra, 23, desempregado, que tenta vender seu barraco por R$ 5.000 para sair dali.

Diariamente, ele vai à rua principal para encher cerca de 15 baldes de água, que usa para tomar banho e cozinhar.

As enchentes são outro problema. As casas que mais sofrem são as palafitas, construções com alicerces de madeira feitas sobre o córrego do Bispo.

"Todas as minhas coisas caíram no rio. Estou morando em meia casa", disse Valdemir Silva, 55, cujo barraco desmoronou pela metade riacho adentro em uma cheia no início deste mês.

Haddad já disse que sua prioridade na tentativa de reduzir a desigualdade social será a melhoria da qualidade dos serviços da prefeitura, principalmente saúde, transporte, educação e habitação.

No dia em que fez campanha no Peri Alto, o foco ficou nessa última área. Ele prometeu beneficiar 55 mil famílias com novas moradias e 70 mil com urbanização de favelas.
A assessoria de Haddad disse que as ações específicas para o Peri Alto serão desenvolvidas na nova gestão.

A gestão atual disse que intervenções na área estão previstas no Plano Municipal de Habitação para o período entre 2016 e 2020. Informou ainda que os córregos da área recebem limpeza a cada 45 dias.

Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo

sábado, 29 de dezembro de 2012

Duas pessoas morrem em ataques na Zona Norte

Outras seis foram baleadas na região de Vila Brasilândia. Criminosos em motos atiraram nas vítimas e fugiram.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Jovem é baleado e morto na frente de pizzaria na Vila Nova Cachoeirinha

Crime aconteceu na noite de terça-feira. 
 Vítima, de 22 anos, trabalhava em dois empregos.

Do G1 São Paulo

Um jovem de 22 anos morreu baleado na frente de uma pizzaria na região da Vila Nova Cachoerinha, na Zona Norte de São Paulo, na noite desta terça-feira (11). Fabrício Kretlen tinha dois empregos. Durante o dia, ele trabalhava em uma empresa de telefonia em Jundiaí, no interior de paulista; à noite, ele trabalhava na pizzaria da família.

A pizzaria, na Rua Joaquim Afonso de Sousa, fica perto da casa de Fabrício. Como tinha machucado a perna em um acidente, ele ia para um pronto-socorro, mas, antes de entrar no carro, ele levou dois tiros.

Segundo relato de uma testemunha, que não foi identificada por questões de segurança, o criminoso não disse nada antes de atirar. “Atravessou a rua, não falou se era assalto. Só atirou”, disse.

O assaltante não levou nada dos rapazes e fugiu em um carro prata, dirigido por um comparsa. O caso foi registrado no 13º Distrito Policial, na Casa Verde.
Matéria publicada originalmente no Portal G1 SP

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Serviço de péssima qualidade, na faixa de pedestres da avenida Jerônimo de Andrade

Cruzamento das avenidas Jerônimo de Andrade com Inajar de Souza - V.N.Cachoeirinha

A pintura destas faixas foram feitas por volta do dia 21/11, já alertamos neste blog -você pode ler clicando aqui- sobre a péssima qualidade do serviço. Com menos de um mês está totalmente apagada, continuando o risco de acidente ao pedestre que atravessa por ali.

Continuamos de olho!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Rodoanel: moradores criticam obras do Trecho Norte



A Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal promoveu nesta quarta-feira um debate sobre os impactos do Rodoanel na cidade de São Paulo, tanto os trechos já inaugurados quanto os futuros. Moradores da Zona Norte, presentes na reunião, criticaram a maneira como as obras do Trecho Norte estão sendo conduzidas.

O engenheiro Mauro Victor, conselheiro do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental e morador da Zona Norte, questionou se o licenciamento ambiental da obra foi feito de maneira correta. Segundo ele, o parecer emitido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) foi “leniente, submetido aos interesses do Governo do Estado”.

O chefe de gabinete da SVMA, Carlos Fortner, rebateu a crítica, realizando a entrega de análises de diversos departamentos da pasta sobre o Trecho Norte. Ele reconheceu que a obra traz impactos à região, porém afirmou que ela serve como barreira à pressão do crescimento urbano. “Ainda que se perdessem alguns trechos de mata, entendemos que era importante, senão haveria impacto maior na Serra da Cantareira ou municípios vizinhos”, argumentou.

Os moradores da Zona Norte também questionaram se o empreendimento está de acordo com o Plano Diretor da cidade, argumentando que o traçado proposto estaria a 12 quilômetros do centro da capital, enquanto a legislação exige uma distância de no mínimo 20. Marcelo Aguirre, representante da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) na reunião, defendeu que o empreendimento está previsto no Plano e, mais do que isso, que ele “está de acordo com a Lei de Uso e Ocupação do Solo”.

Aguirre também afirmou que os problemas apontados inicialmente pela SVMA foram corrigidos, e que, na proposta atual, o Trecho Norte do Rodoanel não irá afetar nem as áreas de mananciais nem o Parque da Cantareira. “O processo foi se ajustando dentro da possibilidade de implantação com menores impactos ambientais, mas a intervenção é dinâmica, ela vai sendo melhorada mesmo depois da obra, na operação”, observou.

Mauro Victor contestou a Dersa, e ele e Aguirre também discutiram quanto às investigações do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre os impactos do projeto. Enquanto o representante da Dersa afirmou que isso já foi resolvido, Victor ressaltou que ainda está sendo avaliado o financiamento do banco para as obras, uma vez que uma condição essencial é que não haja violações de reserva de biosfera.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Gilberto Natalini (PV), reconheceu que os questionamentos da sociedade civil quanto ao Trecho Norte do Rodoanel parecem proceder, e que diversos pontos ainda devem ser discutidos.

Sobre a adequação do projeto à legislação, ele disse: “Há por um lado as leis, e por outro a necessidade objetiva de desafogar o trânsito na cidade de São Paulo. Por isso esse debate tem que ser trazido à Câmara, para que se discuta o aspecto legal, e as obras sejam realizadas de maneira a atrapalhar o mínimo possível a vida das pessoas”.

Fonte: Portal da CMSP

Nota do blog:

Vale salientar que, durante a reunião, o representante da DERSA (Marcelo Aguirre) garantiu que não haverá mais acesso a avenida Inajar de Souza.

Praça na Vila Rica ganha iluminação


A praça localizada na Av. Róssio do Carmo ganhou iluminação nesta terça-feira (04/12), graças a uma indicação do Vereador Gilberto Natalini (PV) a quem agradecemos em nome da comunidade.

Parece pouco e com certeza não resolverá todos os problemas da região, mas a simples sensação de segurança de quem mora ou circula pelo local é importante.

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